Priscila Arantes Enfermeira e Pedicure Terapêutica

Pedicure terapêutica em Coimbra

Unhas espessas ou deformadas em Coimbra

Onicauxis, onicogrifose e unha em telha

Unhas que engrossam ou mudam de forma tornam-se impossíveis de cortar em casa e magoam dentro do sapato. Com o instrumental certo voltam a ficar finas, curtas e confortáveis — e procura-se o motivo da alteração.

Enfermeira · Ordem dos Enfermeiros n.º 117508

O que é

As unhas dos pés engrossam (onicauxis) ou deformam-se por várias razões: traumatismos repetidos do calçado ou do desporto, idade, fungos, psoríase, má circulação ou anos sem um corte adequado. Na forma mais extrema, a onicogrifose, a unha cresce em espessura e enrola-se como um chifre de carneiro.

Outra deformação frequente é a unha em telha, ou «em pinça»: a placa curva-se de forma exagerada de lado a lado, aperta o leito da unha e provoca dor, por vezes intensa, mesmo sem encravar. Todas estas alterações têm em comum o facto de a unha ser difícil de cortar com tesouras normais, magoar ao calçar e, com frequência, esconder por baixo restos acumulados ou fungos.

Sinais e sintomas

  • Unha grossa e dura, que a tesoura não corta ou que parte de forma irregular.
  • Cor amarelada, acastanhada ou opaca, com estrias ou relevo irregular.
  • Unha curva, enrolada ou a crescer torta, em forma de garra ou de telha.
  • Dor ao calçar ou ao apoiar, sobretudo com sapatos fechados.
  • Restos esbranquiçados acumulados por baixo da unha, ou descolamento.
  • Dor nos bordos laterais numa unha muito curva, mesmo sem inflamação.

Causas mais frequentes

  • Microtraumatismos repetidos: calçado apertado ou curto, corrida, futebol, dedos em garra que roçam no sapato.
  • Idade: a unha cresce mais devagar e mais espessa.
  • Onicomicose (fungos), a causa mais comum de espessamento — e que convém confirmar.
  • Psoríase, eczema e outras doenças da pele que afetam a unha.
  • Má circulação nas pernas e nos pés, diabetes, doenças da tiroide.
  • Uma pancada forte que lesou a raiz (matriz) da unha, ou anos sem corte técnico.

Como se trata

Na consulta a unha é cortada e adelgaçada com micromotor e fresas próprias, até uma espessura e um comprimento confortáveis, e limpam-se os restos acumulados por baixo. É indolor e o alívio dentro do sapato é imediato. Nas unhas muito espessas ou enroladas, o corte técnico regular, a cada 6 a 10 semanas, é a forma de as manter controladas.

Se a unha é curva ou em telha e dói nos bordos, a órtese ungueal — uma mola ou banda colada à unha que a vai endireitando ao longo do crescimento — corrige a curvatura de forma progressiva e indolor, com manutenções periódicas.

Como a alteração da unha tem sempre uma causa, avalia-se o calçado, a circulação e a pele e, quando se suspeita de fungos ou de psoríase, encaminha-se para confirmação e tratamento médico em paralelo.

O que acontece na consulta

  1. 1Avaliação da unha, da pele e das causas prováveis; encaminhamento para análise micológica quando há suspeita de fungos.
  2. 2Corte técnico e adelgaçamento da unha com micromotor, sem dor.
  3. 3Limpeza dos sulcos e dos restos acumulados sob a unha.
  4. 4Colocação de órtese ungueal nas unhas curvas ou em telha, quando indicada.
  5. 5Aconselhamento de calçado e plano de manutenção regular.

O que pode fazer em casa

  • Calçado com biqueira alta e espaçosa, que não pressione a unha por cima nem por diante; meias que não apertem.
  • Corte as unhas a direito, depois do banho, quando estão mais moles; se não conseguir cortá-las com segurança, não force — é para isso que existe o corte técnico.
  • Mantenha as unhas curtas e os pés secos; hidrate a pele à volta, mas não deixe creme acumulado sob a unha.
  • Não use limas grossas nem lâminas para desbastar a unha em casa.
  • Se pratica desporto, verifique o comprimento do calçado: deve haver um dedo de folga à frente.

Quando não deve esperar

Marque consulta sem demora — ou procure o médico — se notar algum destes sinais:

  • Dor intensa, vermelhidão ou pus à volta da unha.
  • Uma risca escura ou negra por baixo da unha que não tem origem numa pancada, ou uma unha que muda de cor de forma irregular: deve ser avaliada por médico.
  • Tem diabetes ou má circulação: unhas espessas magoam a pele e podem criar feridas; o corte deve ser feito por profissional.
  • A unha descola do leito ou deixa de crescer.

Perguntas frequentes

Uma unha grossa é sempre fungo?+

Não. Traumatismos, idade, psoríase e má circulação também engrossam a unha, e é frequente confundir. Quando há suspeita de fungos, o ideal é confirmar com uma análise antes de iniciar um tratamento antifúngico prolongado.

A unha volta a ficar fina?+

Se a causa for reversível — calçado, um traumatismo antigo, fungos tratados — a unha nova pode crescer normal, o que demora 9 a 12 meses. Se a matriz foi lesada de forma permanente, ou pela idade, a unha continuará a crescer espessa e o corte técnico regular é o que a mantém confortável.

O corte técnico dói?+

Não. A unha não tem sensibilidade e o micromotor permite adelgaçá-la de forma controlada, sem aquecer nem ferir a pele. Sai da consulta com as unhas curtas, finas e sem dor no sapato.

A órtese serve para unhas em telha?+

Sim, é uma das principais indicações. A órtese exerce uma força suave e contínua que abre a curvatura à medida que a unha cresce, aliviando a pressão nos bordos. Faz-se acompanhar de manutenções para ajustar a tensão.

Esta informação é geral e serve para ajudar a perceber o problema. Não substitui a avaliação individual nem o acompanhamento médico. Em caso de dúvida, marque consulta. Conteúdo revisto por Priscila Arantes, enfermeira registada na Ordem dos Enfermeiros (n.º 117508).

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